domingo, 24 de março de 2024

Medo de parar de fingir que está tudo está bem

No palco da vida, um ator relutante,
Com um sorriso pintado, o medo é constante.
O público aplaude, mas não pode ver
A tempestade interna, o querer desaparecer.

Estou com medo de parar, de deixar cair a máscara,
De mostrar ao mundo, minha verdadeira casca.
O que vão pensar, o que vão dizer,
Se a cortina se abrir e o real eu aparecer?

Mas há beleza na verdade, na vulnerabilidade,
Na coragem de ser real, na pura humanidade.
Talvez seja hora de parar de fingir,
E abraçar a vida, com tudo a oferecer.

Porque no fim, todos temos medos,
Nossas lutas, nossas dores, nossos segredos.
E talvez, só talvez, ao parar de esconder,
Podemos curar, podemos crescer, podemos vencer."

Mas o medo de cair é um abismo sem fim,
E o ator tropeça, na escuridão ele se perdeu.
O sorriso desvanece, a máscara se quebra,
E o mundo vê não um herói, mas um homem que padece.

Estou com medo de parar, mas agora é tarde demais,
A cortina se fechou, o silêncio é mortal.
O público se foi, a solidão é minha companhia,
No palco vazio, ecoa o fim da minha fantasia.

Não há aplausos, nem luz, nem calor,
Apenas o frio da realidade, o peso do terror.
E assim termina a peça, não com um grito, mas um sussurro,
Um ator esquecido, um sonho desfeito, um futuro obscuro.

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